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Recrutamento e seleção: o que é, processos e técnicas

Contar com bons talentos é a base para qualquer negócio que queira prosperar. Não por acaso, as etapas de recrutamento e seleção (R&S) são vistas hoje como altamente estratégicas para o crescimento sustentável das empresas.

Um processo bem estruturado nesta frente é capaz de trazer inúmeros benefícios para as organizações, principalmente no que diz respeito à construção de times engajados e de alto desempenho.

Justamente por esse motivo, o RH tem olhado cada vez mais para as técnicas e ferramentas capazes de otimizar o recrutamento de candidatos e torná-lo altamente assertivo. 

Se você faz parte do grupo de profissionais que quer estar por dentro das novidades nesta frente, então o artigo de hoje chegou na hora certa. 

Neste guia completo, vamos contar tudo o que você precisa saber para melhorar os seus processos de R&S e contratar os melhores talentos. Vem com a gente!

Primeiramente, o que é Recrutamento e Seleção?

Embora muitos falem sobre Recrutamento e Seleção como algo unificado, a verdade é que essas duas palavrinhas representam etapas distintas dentro do RH. Portanto, vamos começar explicando essa diferença… 

O recrutamento compreende apenas a etapa de busca de talentos. É nesta fase, portanto, que é feita a descrição e divulgação da vaga, a fim de atrair profissionais que estejam alinhados ao cargo que está em aberto. 

No geral, o recrutamento pode ser feito de três formas principais:

  • Internamente: é quando a busca pelos talentos é feita dentro da própria empresa, a fim de proporcionar oportunidades de crescimento para quem já é de casa;
  • Externamente: compreende a busca de profissionais no mercado de trabalho;
  • Misto: une os dois tipos de recrutamento acima, ou seja, é quando a vaga é divulgada tanto interna quanto externamente.

A seleção, por sua vez, é o que acontece após o RH recrutar a quantidade suficiente de candidatos. Isso significa que é nessa etapa que são realizadas a triagem de currículos, testes e entrevistas – tudo que é preciso para que a empresa chegue ao talento ideal.

Dito isso, o Recrutamento e Seleção podem ser entendidos como processos de RH que, juntos, têm como objetivo atrair e selecionar o profissional certo para ocupar determinada posição de uma empresa.    

Qual a importância de contar com um bom processo de R&S?

Nos últimos anos, os colaboradores passaram a ser vistos como o que realmente são: o bem mais valioso para o sucesso de qualquer negócio.

Essa mudança de mentalidade fez com que o recrutamento e a seleção de pessoas, que antes eram tidas como etapas estritamente burocráticas, assumissem um papel mais estratégico. E isso virou o jogo para muitas empresas.

Atualmente, os negócios que já entenderam isso e contam com processos bem estruturados de R&S, relatam os seguintes benefícios:

  • Melhora no tempo de fechamento das vagas;
  • Contratações mais alinhadas à cultura organizacional;
  • Otimização do tempo de RH (inclusive com retrabalhos);
  • Aumento do engajamento e produtividade das equipes;
  • Redução das taxas de turnover e absenteísmo;
  • Fortalecimento das estratégias do negócio.

Em resumo, podemos dizer que os efeitos de um processo seletivo assertivo reverberam em diferentes frentes. 

Por exemplo: quando você contrata um colaborador que possui fit cultural (critério avaliado na fase de seleção) com a sua empresa, há maiores chances de que esse profissional se engaje mais com o negócio.

O aumento do engajamento, por sua vez, tem uma ligação direta com a melhora de desempenho. Além disso, quanto mais engajado um colaborador estiver, menor a probabilidade de ele querer mudar de emprego – ou seja, menor o turnover.

Vale lembrar que, toda vez que um funcionário é desligado, um novo processo de recrutamento e seleção precisa ser iniciado, o que certamente traz custos significativos para a empresa. 

Deu para perceber? Uma coisa leva a outra… É justamente por isso que o R&S demanda tanta atenção! 

Principais etapas do Recrutamento e Seleção 

Você já parou para pensar em todas as etapas que um colaborador faz até ser efetivamente contratado para uma vaga de emprego?

Apesar de a quantidade variar de acordo com a empresa ou especificidades do cargo a ser ocupado, existem algumas fases que são consideradas fundamentais para o sucesso do R&S. São elas:

  1. Entendimento e descrição da vaga 

Sempre que o RH é comunicado sobre a necessidade de contratação de um novo profissional, o primeiro a ser feito é entender exatamente qual é a necessidade da empresa em relação ao profissional que será contratado.

Isso significa sentar junto ao gestor da área e levantar todas as informações relevantes para um bom recrutamento, incluindo:

  • Competências comportamentais e técnicas necessárias;
  • Experiência profissional e formação desejada;
  • Responsabilidades inerentes ao cargo;
  • Salário e benefícios. 

Todos esses pontos são determinantes para que o RH consiga desenvolver uma descrição de vaga clara e objetiva, que não deixe dúvidas sobre qual é o perfil que a empresa está buscando. 

  1. Atração dos candidatos

Assim que a descrição for validada junto ao gestor é que começará, de fato, a divulgação da vaga e atração dos talentos.

A boa notícia é que, graças aos avanços tecnológicos, atualmente é possível recorrer a diversos canais na hora divulgar oportunidades de trabalho, indo desde postagens em redes sociais e sites de divulgação de emprego, até banco de talentos e páginas de carreiras.

Tudo vai depender, é claro, da estratégia da sua empresa.

  1. Triagem dos currículos 

Conforme as aplicações para a vaga forem chegando até o RH, será preciso realizar a triagem.

Nesta fase, é feita a separação dos candidatos que realmente estão alinhados com o perfil buscado pela empresa e que, portanto, passarão para a próxima etapa do processo seletivo.

Lembre-se: para ser assertivo nesta hora, é importante ter em mente os critérios definidos na descrição do cargo, bem como as expectativas do gestor.

  1. Testes e dinâmicas

Os candidatos aprovados na triagem seguem para a fase de testes (geralmente de raciocínio lógico, comportamental e de conhecimento técnico) e para a realização de dinâmicas em grupos.

Ambos as estratégias têm como objetivo permitir que o RH consiga avaliar, de forma prática, quem são os candidatos que detêm as hard e soft skills buscadas pela empresa. 

  1. Entrevistas 

Chegamos, então, a uma das etapas mais temidas pelos candidatos: a entrevista. 

Neste bate-papo individual, é possível se aprofundar um pouco mais no perfil dos participantes, bem como tirar dúvidas e alinhar as expectativas da vaga.

Vale lembrar que, além do profissional de RH, é comum que o gestor da área também participe da entrevista. Afinal, é com ele que o novo colaborador lidará diretamente no dia a dia. 

  1. Feedbacks e proposta 

Após percorrer todas as etapas listadas acima, é muito provável que o RH e o gestor da área já consigam identificar quem é o talento ideal para preencher a vaga em questão.

Portanto, a última tarefa da lista é entrar em contato com o profissional escolhido e realizar a proposta formal.  

Além disso, também é super recomendado que o RH entre em contato com os candidatos que não foram aprovados, a fim de dar um feedback (mesmo que negativo). 

Essa é uma prática que demonstra que a empresa respeita o tempo das pessoas e deixa as portas abertas para oportunidades futuras.

Usando a tecnologia a favor do Recrutamento e Seleção

Agora que você já sabe quais são as principais etapas que compõem a contratação de talentos, temos uma ótima notícia para te dar: há uma série de ferramentas digitais capazes de otimizar cada uma delas.

É por isso que, atualmente, se fala tanto em recrutamento inteligente – nome dado ao uso da tecnologia para conseguir atrair e contratar os melhores profissionais, garantindo a construção de equipes de alta performance.

Com a ajuda de ferramentas específicas (conhecidas como plataformas de recrutamento), é possível, por exemplo, realizar uma triagem mais apurada dos currículos de acordo com as qualificações desejadas para cada vaga aberta. 

Mas não para por aí. Algumas soluções de recrutamento inteligente também são capazes de automatizar outras etapas do R&S, como:

  • Divulgação ampla das vagas;
  • Agendamento e realização de entrevistas por vídeo;
  • Aplicação de testes online;
  • Envio de feedbacks aos candidatos;
  • Acompanhamento de métricas e muito mais.

Com isso, elas têm trazido uma série de vantagens para as organizações, como a otimização do tempo do RH, que agora consegue focar em questões mais estratégicas da gestão de pessoas, e a construção de equipes mais engajadas.

A importância do Funil de Recrutamento

E já que o assunto em pauta é tornar a contratação de talentos mais assertiva, não podemos deixar de falar sobre funil de recrutamento.

Cada vez mais presente no RH, essa metodologia possui um potencial enorme para facilitar os processos de contratação de profissionais no mercado – especialmente no recrutamento em TI, que é bastante demandante. 

Ela consiste, basicamente, em oferecer uma representação gráfica das etapas do recrutamento e seleção, favorecendo assim a análise de cada fase deste processo (apresentadas acima).

Por meio do funil de recrutamento é possível, por exemplo, saber quantas pessoas participaram do processo seletivo e em qual etapa houve maior evasão de candidatos. 

Assim, fica mais fácil identificar pontos de melhoria e, consequentemente, construir um R&S cada vez melhor. 

Quer saber como colocar este conceito em prática? Então confira nosso conteúdo completo sobre Funil de Recrutamento

Indicadores de recrutamento para acompanhar de perto

O tópico abordado acima deixa claro: analisar cada fase do recrutamento e seleção de candidatos é fundamental para quem busca melhorar as estratégias nesta frente de forma contínua. Por isso, vamos nos aprofundar mais neste assunto…

Os indicadores de recrutamento e seleção são alguns dados que podem ser levantados para analisar a eficiência das contratações de uma empresa e, assim, identificar pontos que necessitam de ajustes. 

Entre eles, os mais utilizados pelo RH são:

  1.  Qualidade da contratação

Deve ser mapeado ao longo do tempo por meio de testes e avaliações de desempenho capazes de medir a evolução individual de cada colaborador. 

No prazo de um ano, aproximadamente, já é possível ter uma visão clara de qual foi a performance do talento contratado e, assim, determinar se o processo seletivo cumpriu com seu maior objetivo ou não. 

  1.  Custo médio da contratação

Esse indicador serve para mensurar quais foram os gastos envolvidos nos processos seletivos e, assim, identificar quanto a empresa costuma gastar a cada nova contratação.

Para chegar a esse valor, o RH deve considerar tudo o que foi investido na contratação de pessoas (incluindo despesas com anúncios, uso de ferramentas específicas, contratação de consultoria especializada, entre outros) e dividi-lo pela quantidade de admissões realizadas no mesmo período.

  1. SLA

Esse indicador leva em consideração o número de dias entre a publicação da vaga e a contratação do candidato. 

Trata-se de um dado importante, pois, quanto maior o tempo gasto em um processo seletivo, maiores serão os custos envolvidos. Além disso, um tempo muito alto para chegar ao candidato certo pode significar falhas no recrutamento e seleção. 

  1.  Número de processos seletivos concluídos no prazo

Em conjunto com o tópico anterior, você também deve acompanhar se o prazo estipulado para a conclusão dos processos seletivos está sendo cumprido.

Para chegar ao percentual de atrasos no fechamento de vagas, você deve dividir o número de processos atrasados pelo total de vagas e multiplicá-lo por 100. 

Se ele estiver muito elevado, é possível que haja algum problema ao longo do processo seletivo.

  1.  Turnover 

Por fim, temos a taxa de turnover (rotatividade) entre os recém-contratados.

Um índice elevado nesta frente pode estar sim relacionado à qualidade do processo seletivo e à contratação de profissionais que não apresentaram fit cultural com a organização. Portanto, é preciso ficar de olho! 

Técnicas de recrutamento e seleção para manter no radar

Como apontamos anteriormente, a tecnologia abriu portas para muitas mudanças positivas dentro do RH. Como consequência, as estratégias utilizadas no R&S se tornaram cada vez mais inovadoras.

Por isso, antes de nos despedirmos, gostaríamos de apresentar três técnicas de recrutamento e seleção que merecem a sua atenção:

  1. Inbound Recruiting 

Ao unir as melhores práticas de Marketing e RH, o Inbound Recruiting é uma das tendências que mais se destaca atualmente. 

Aqui, o principal foco é estabelecer as empresas como um local de trabalho positivo por meio da divulgação de conteúdos relevantes, que reforcem a cultura e os valores da organização.

Ao ajudar a fortalecer o conceito de marca empregadora, o Inbound Recruiting possibilita a seleção de candidatos mais alinhados ao propósito da empresa, além de acelerar a etapa de atração de talentos. 

A Microsoft é uma das empresas que aposta no Inbound Recruiting por meio de sua “Rede de Talentos”, uma rede corporativa na qual são postadas não apenas oportunidades de emprego, mas também informações sobre a cultura organizacional, desafios, produtos etc. 

  1. Realidade Virtual e gamificação

O uso da realidade virtual (ambiente virtual no qual o usuário pode se inserir como se estivesse mesmo ali) e da gamificação (aplicação das estratégias dos jogos nas atividades do dia a dia) também estão ganhando espaço no R&S.

Juntas, essas duas tendências tecnológicas vêm sendo adotadas para criar uma experiência diferenciada ao longo dos processos seletivos, principalmente na hora de avaliar as habilidades comportamentais dos candidatos.

Aliás, essa é uma boa estratégia para ser utilizada no recrutamento em TI. Afinal, ela demonstra que a empresa está alinhada com as principais inovações do mercado.

  1. Processos seletivos híbridos 

Por último, mas não menos importante, não podemos deixar de falar sobre algo que se intensificou ainda mais com a pandemia da Covid-19: processos seletivos que unem o melhor do recrutamento virtual e do presencial em uma única estratégia.

Para se ter uma ideia, 70% dos entrevistados durante a sondagem da 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half afirmaram que, a partir de agora, os recrutamentos devem ser mesclados entre etapas presenciais e remotas.

Uma das grandes vantagens deste método é o poder de alcance. Ao realizar a atração de candidatos de forma online, por exemplo, é possível impactar um número grande de pessoas. 

Além disso, também se tornou possível recrutar talentos de qualquer lugar do mundo, o que potencializa ainda mais o encontro de profissionais com o perfil buscado pela empresa. 

Considerações finais

Como você viu até aqui, o universo do Recrutamento e Seleção é bastante vasto. Mas, por se tratar de algo tão decisivo para o sucesso das empresas, ele deve ser encarado como uma prioridade do RH. 

Acompanhar as novidades que surgem nesta frente é a melhor forma de buscar a melhoria contínua e se manter competitivo em um mercado cada vez mais acirrado.

Esperamos que as dicas contidas aqui possam te ajudar nesta jornada! Para continuar atualizado sobre as últimas tendências em gestão de pessoas, assine a Newsletter da Geek e receba nossos conteúdos na sua caixa de e-mail!

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