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Employer branding tech: como ser uma empresa desejada por devs

Quando se trata de construir uma grande marca, atrair os melhores talentos muitas vezes tende a ser o maior desafio, é aí onde entra o employer branding tech.

Toda marca precisa de uma reformulação até encontrar uma cultura que sirva para todos os colaboradores, dos atuais aos futuros profissionais.

De qualquer forma, um pouco de inspiração pode ser exatamente o que você precisa para seguir na direção certa.

Reuni neste artigo dezenas de exemplos de employer branding tech que pregam boas práticas atraindo a atenção dos programadores. Confira!

O que é employer branding tech?

Employer branding: manual completo para RH

“Sua marca é o que outras pessoas falam sobre você quando você não está na sala. “

Jeff Bezos, CEO da Amazon

Employer branding é um termo usado para descrever a reputação e a popularidade da empresa de acordo com a perspectiva de um empregador em potencial e descreve os valores que a empresa dá a seus funcionários.

Employer Branding: tudo que o RH precisa saber!

Já o employer branding tech é o direcionamento do employer branding especificamente para o setor de tecnologia envolvendo profissionais como desenvolvedores e cargos relacionados ao mundo do TI.

O bicho-papão: o índice de turnover

De acordo com um relatório do LinkedIn, a área de tecnologia tem a maior taxa de turnover entre todos os setores.

Turnover em TI: como engajar e reter desenvolvedores?

Esta taxa é calculada dividindo-se o número de funcionários que deixaram a empresa pela média de funcionários em determinado período.

Segundo o LinkedIn, a média geral gira em torno de 10%. Confira o quadro:

Então, uma alta taxa de rotatividade é ruim, mas quão ruim? Como você pode medir isso?

Podemos considerar o índice de turnover alto um péssimo indicador por questões de:

  • Aumenta os custos de contratação;
  • Aumenta os custos com onboarding;
  • Aumenta os custos com aprendizagem e desenvolvimento do profissional.

Você pode ter uma ideia de como isso pode afetar seu negócio.

Acrescente a isso o fato de que leva 51 dias em média para as vagas na indústria de TI serem preenchidas e que os projetos são afetados atrasando-os e gerando prejuízo, a situação é bem desagradável.

Olhando para todos esses dados, percebemos que tanto a atração quanto a retenção de funcionários são cruciais para as empresas de tecnologia, por isso é essencial se atentar para o employer branding tech como estratégia de negócio.

Cases de sucesso: estratégias de employer branding

Segundo dados do LinkedIn, mais de 70% dos candidatos a empregos levarão em consideração a cultura da empresa antes de se candidatarem a um emprego.

Para servir de inspiração para o seu negócio, confira agora uma lista de estratégias usadas por empresas de tecnologia de sucesso:

Site como primeiro ponto de contato

Seu site será a primeira parada para a maioria dos candidatos interessados em suas vagas em aberto.

Certifique-se de que atenda às expectativas deles com uma página de carreiras que fornece as informações e a personalidade que procuram.

Para que o match perfeito aconteça, é essencial que a primeira impressão já deixe um impacto positivo e desperte o desejo de trabalhar com a sua empresa desde este momento.

Quem manda bem nesse sentido é o Tableau, veja:

site employer branding tech

Desde o primeiro contato você já percebe que tudo é centrado no indíviduo e em sua evolução pessoal e profissional.

Além disso, o Tableau capacitou seus funcionários a criar visualizações de dados que se alinham com seus interesses pessoais, fornecendo uma visão dos bastidores da personalidade de sua equipe:

Isso incorpora o produto da empresa: o Tableau alavanca seu produto para fornecer informações básicas sobre tudo, desde a localização dos escritórios e o número de funcionários até a aquisição de clientes e o crescimento da receita.

É uma metalinguagem perfeita de negócio por quem faz o negócio acontecer.

Cultura de transparência

Para a Netguru, uma das desenvolvedoras de software de crescimento mais rápido no continente europeu, o feedback é uma ferramenta de transparência bastante valiosa.

E isso não é apenas algo destacado internamente, mas também em suas resenhas no Glassdoor.

transparência employer branding tech

O Glassdor ou qualquer outro site de referências sobre a sua empresa, com uma mensagem enunciada diretamente por um colaborador, tem muito mais peso por promover a transparência do ambiente.

Feedback negativo: como fazer isso de forma construtiva?

Vídeos: indo direto ao ponto

Os candidatos se envolvem mais com o vídeo, com ele o conteúdo é mais rápido de ser absorvido.

E quando se trata de vídeo, o Youtube é o rei. Quase todos os vídeos de employer branding tech da empresa foram publicados pela primeira vez no Youtube e, desde então, compartilhados por aí pela internet:

E o poder orgânico do Google é impressionante, não necessariamente os vídeos são demandados pela marca, muitas vezes (e os mais encantadores) são aqueles publicados de forma espontânea:

Blogging: como atrair talentos com conteúdo de qualidade

Quem procura emprego na área de tecnologia pode se dar ao luxo de ser exigente.

Desenvolvedores farão uma pesquisa antes de aceitar uma oferta, e um blog de cultura envolvente que mostre a sua cultura de marca de forma interessante pode fornecer a eles aquilo que tanto procuram.

Uma empresa que trabalha muito bem com blogs e employer branding tech é a Microsoft com o canal de conteúdo People of Microsoft.

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Engajar e ouvir os funcionários

O case mais relevante de employer branding no Brasil atualmente com certeza é o do Nubank.

No Nubank, os projetos de employer branding tech começaram em 2018 debaixo do guarda-chuva de marketing como uma estratégia de marca.

Não era algo apenas limitado ao time de RH, já que na visão da empresa, desenvolver employer branding envolve muito mais conceitos de branding, exige criatividade e ações de ativações constantes.

A ideia por trás do projeto é transformar os funcionários em embaixadores da marca e que eles ajudem na manutenção da cultura, transformando a empresa de acordo com as pessoas que nela trabalham.

Para isso, é fundamental ouvir as pessoas, seus anseios, seus desejos e construir uma marca em duas vias.

Além disso, a marca ainda atua numa terceira ponta que é ouvir a comunidade de embaixadores que não trabalham diretamente para a empresa.

Estamos falando dos NuLovers, os amantes do roxinho. São pessoas exploradoras que participam ativamente da NuCommunity, a comunidade oficial do Nubank, e também contribuem para a transformação da marca diariamente.

Espero que os cases demonstrados proporcionem um novo horizonte em sua visão para contratar programadores e manter os desenvolvedores alinhados com sua cultura de marca.

Aproveite para colocar os conhecimentos apresentados em prática e deixar seu comentário a fim de enriquecer a discussão sobre employer branding tech!

Guia de atração de talentos

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Eduardo Silva

Copywriter na GeekHunter, busca novas experiências no universo do desenvolvimento de software por meio de histórias de valor.