Skip to main content

Cultura organizacional: o que é, sua importância e alguns tipos

Você já deve ter ouvido por aí que, nos dias de hoje, contar com uma cultura organizacional forte é um fator indispensável para as empresas que querem se destacar positivamente no mercado, não é mesmo?

Para se ter uma ideia, estudos recentes mostram que, quando bem gerenciada e continuamente melhorada, a cultura organizacional é capaz de alavancar o desenvolvimento da equipe, melhorar a atração e retenção de talentos e colaborar com o crescimento sustentável da empresa.

Embora esse seja um tema bastante em alta, muitos executivos e gestores de RH ainda têm dúvidas sobre como a cultura organizacional de fato funciona.

Pensando nisso, preparamos um conteúdo completo para explicar tudo o que você precisa saber sobre o assunto e, assim, conseguir usar a cultura organizacional a favor da sua empresa. Vem com a gente! ☺

O que é cultura organizacional?

Para entender o que é cultura organizacional, vamos dar uma olhada no que diz o Dicionário Cambridge de Negócios?

Segundo a publicação, a cultura organizacional é formada a partir de crenças e ideias que uma companhia possui e que afetam a maneira com que ela faz negócio, bem como a forma com que os colaboradores se comportam. 

Em outras palavras, podemos dizer que a cultura organizacional engloba tudo o que envolve a rotina de uma organização. Mas ela é forjada, principalmente, a partir da forma com que as pessoas se portam no ambiente de trabalho, com base em seus valores pessoais e coletivos.

No geral, há ainda alguns elementos que contribuem com a construção da cultura organizacional nas empresas. São eles:

  • Exemplos e histórias que inspiram a forma como todos agem;
  • Eventos que representam os valores da organização;
  • Incentivos que buscam mostrar os comportamentos desejados pela empresa;
  • Elementos que reforçam os valores da companhia, como, por exemplo, a vestimenta. 

Principais tipos de cultura organizacional

Como você deve ter notado, a cultura organizacional é algo amplo e, justamente por isso, muda bastante de empresa para empresa. Mas, ainda assim, é possível classificá-las em alguns grupos.

Quem trouxe a visão mais conhecida sobre essa divisão foi o autor e filósofo, Charles Handy, no livro “Como compreender as organizações”.

Na obra, que foi publicada em 1976, ele explica que a cultura organizacional é uma combinação de quatro subculturas principais:

1 – Cultura de poder

Sabe aquelas empresas nas quais todo o processo de decisão está centralizado nas mãos de uma única pessoa (normalmente o próprio fundador)? Bom, é justamente isso o que define a cultura de poder.

Apesar de a hierarquia estar muito clara, é preciso tomar alguns cuidados com esse tipo de cultura. Em empresas pequenas, por exemplo, ela pode gerar conflitos internos e, ainda, limitar o desenvolvimento dos colaboradores.

2 – Cultura de papel

Neste tipo de cultura, as estruturas hierárquicas da empresa estão muito bem definidas. Isso quer dizer que todos têm um papel a ser cumprido, incluindo regras e procedimentos.  

Aqui, o ponto de atenção fica por conta da burocracia e da falta de flexibilidade na execução das atividades, já que cada colaborador realiza apenas o que “é sua função”. 

Como consequência, a cultura de papel pode resultar em profissionais que não valorizam o crescimento dentro da organização e são mais resistentes a mudanças, dificultando que a própria empresa evolua. 

3 – Cultura de tarefa

Em empresas que adotam a cultura de tarefa, o poder deriva da competência dos indivíduos para realizar determinadas atividades e solucionar problemas. Em outras palavras, o poder está nas mãos de quem possui a capacidade para lidar com questões específicas. 

Ao permitir que os colaboradores expressem suas ideias e tenham autonomia para buscar soluções, essa subcultura favorece a motivação da equipe e coloca os profissionais como protagonistas. 

Por outro lado, ela pode dificultar o estabelecimento de um controle e monitoramento que garantam o sucesso das atividades… Então é preciso atenção redobrada. 

4 – Cultura de pessoas

É pautada na visão de que a empresa existe por causa das pessoas que fazem parte dela, independentemente do cargo que elas ocupam. Todos os colaboradores, portanto, são igualmente importantes e colocados no centro das decisões.

As empresas que apostam neste tipo de cultura tendem a valorizar bastante o trabalho e o desenvolvimento profissional de cada funcionário, bem como o engajamento dos times. 

Trata-se, portanto, de uma cultura que tende a apoiar a diversidade e atuar em prol da retenção de talentos – o que traz, como consequência, redução das taxas de turnover.  

Por que a cultura organizacional é tão importante?

Agora que você já sabe o que é cultura organizacional e quais são os seus principais tipos, chegou o momento de entender por que esse é um assunto tão importante para o RH. 

Em primeiro lugar, uma cultura organizacional forte e consolidada ajuda a orientar as tomadas de decisões de forma natural e contribui para que todos se unam para alcançar o mesmo objetivo. 

Além disso, uma boa cultura também ajuda a manter os funcionários constantemente motivados e dispostos a crescerem junto com os negócios. 

Vale dizer que essa também é uma ótima forma de trabalhar a imagem da empresa enquanto marca empregadora, ou seja, a Employer Branding.  

Para que a importância deste tema fique ainda mais clara, que tal darmos uma olhada em alguns dados?

Segundo a Pesquisa Global de Cultura Organizacional 2021, realizada pela consultoria PwC junto a mais de 3,2 mil lideranças e profissionais de todo o mundo:

  • 72% dos entrevistados relataram que a cultura ajuda a impulsionar iniciativas de mudança bem-sucedidas;
  • 69% das organizações que se precisaram se adaptar na pandemia disseram que a cultura ofereceu vantagem competitiva;
  • 67% dos entrevistados revelaram, ainda, que a cultura é mais importante do que a estratégia ou as operações.

Exemplos de cultura organizacional 

Como você viu até aqui, a cultura organizacional faz toda a diferença para o sucesso das empresas, especialmente se considerarmos a alta competitividade do mercado.

Para que você possa se inspirar e colocar tudo o que aprendeu em prática, separamos 3 exemplos de cultura que têm feito bastante sucesso:

Natura 

A Natura é uma das empresas que já entenderam que focar no bem-estar das pessoas faz toda a diferença. Esse, inclusive, é o ponto forte da sua cultura organizacional.

Ao colocar as pessoas em primeiro lugar, apostando na valorização e conexão com a companhia, a Natura tem alcançado resultados cada vez melhores  e uma cultura bastante sólida. 

Netflix

Não é só entre os maiores streamings do mundo que a Netflix se destaca. A empresa também é expert quando o assunto é cultura organizacional focada em pessoas, defendendo a importância de “manter os processos e condutas flexíveis a fim de evitar gastos desnecessários com controles excessivos”.

A Netflix aposta em uma cultura pautada na Liberdade e Responsabilidade. O foco, por exemplo, não é na quantidade de horas trabalhadas, mas sim na produtividade e contribuições de cada colaborador.  

Nubank

Considerada uma das empresas mais inovadoras da América Latina, a Nubank credita parte do seu sucesso à cultura organizacional, que é pautada na inclusão e diversidade, criatividade e descontração. 

Além de promover happy hours e outras celebrações na própria sede, a Nubank também conta com um espaço de relaxamento para os funcionários, não exige um dress code específico, entre outras ações. Se você gostou deste artigo e quer continuar aprendendo sobre cultura organizacional, confira o conteúdo que preparamos sobre “Como montar um projeto de cultura da empresa”.

Compartilhar