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Ergonomia no trabalho e como as empresas podem contribuir

É fato que as pessoas acabam passando mais tempo trabalhando do que fazendo qualquer outra atividade. Por esse motivo, seja presencialmente ou no home office, a ergonomia no trabalho precisa estar no radar das empresas.  

Essa é uma preocupação que sempre existiu para as equipes de Saúde e Segurança: fazer com que todos pratiquem atitudes que contribuam para a ergonomia. Existe até mesmo uma Norma Regulamentadora para isso.

No entanto, a vinda da pandemia e o crescimento acelerado da quantidade de pessoas em home office acendeu a luz vermelha na rotina de trabalho dos profissionais responsáveis pelo bem-estar de todos os outros colaboradores.  

Diante deste novo cenário, hoje vamos explicar o que é a ergonomia no trabalho e de que maneira podemos contribuir para que ela aconteça, seja você um empregado ou empregador. 

Afinal, o que é a ergonomia?

A ergonomia é a ciência que estuda as condições de trabalho. Parece complexo, não é? Mas é simples de entender…

No geral, esse tema abrange as melhores práticas de trabalho de acordo com as características físicas e psíquicas do ser humano, bem como o ambiente e função exercida por ele.  

Em outras palavras, a busca pela perfeita ergonomia no trabalho demanda conhecimento sobre alguns pontos específicos, como:

  • Perfil dos colaboradores;
  • Atividades exercidas por eles;
  • Riscos à saúde mental e física envolvidos nas atividades.

Para chegar a uma conclusão sobre esses riscos, o ideal é que o time de Saúde e Segurança visite os departamentos e simule a mesma rotina dos colaboradores. 

Sentar em suas cadeiras, repetir os mesmos movimentos dos funcionários e até verificar as condições do mobiliário fazem parte do trabalho de prevenção, pois representam a melhor forma de identificar possíveis riscos à saúde do colaborador.

Uma vez identificados, é preciso ressaltar que esses riscos não podem ser negligenciados pela organização, pois eles impactam diretamente na saúde e bem-estar das equipes. Explicaremos melhor na sequência.

Qual a importância da ergonomia no trabalho?

Hábitos errados no ambiente de trabalho, a médio e longo prazo, podem trazer prejuízos significativos, como problemas físicos e mentais que tendem a durar pelo resto da vida. 

Além disso, do ponto de vista do empregador, a não aplicação da ergonomia correta no ambiente interno pode resultar em afastamentos e queda na produtividade.

Entre as principais queixas dos maus hábitos ergonômicos, estão a Lesão Por Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). 

Para te ajudar a entender esses dois conceitos, aqui vão alguns exemplos: a tendinite nos pulsos é um típico caso de problema ergonômico para quem trabalha digitando constantemente. Esse é o caso de uma LER. 

Já a DORT pode ser exemplificada por problemas osteomusculares causados por hábitos como contração do mesmo músculo por longos períodos, postura incorreta e até mesmo por levantamento de pesos de maneira errada.

NR-17 e como as empresas podem contribuir na ergonomia dos colaboradores

Até por conta da preocupação constante com essas doenças – que não é de hoje -, o antigo Ministério do Trabalho e Emprego, absorvido pelo atual Ministério da Economia, instaurou a Norma Regulamentadora 17 (NR-17). 

Essa norma faz com que a ergonomia seja reconhecida e exigida por lei, a fim de garantir a saúde e a qualidade de vida no ambiente de trabalho. Na prática, ela acaba funcionando como ferramenta para uma boa gestão de pessoas. 

Além de abordar questões como condições ideais de trabalho, organização e equipamentos adequados, a NR-17 ainda trata da jornada de trabalho, períodos de pausa e afastamentos.

Em caso de descumprimento por parte da empresa, há consequências previstas em lei, como multas, interdições e até aumento dos tributos pagos pela empresa.

A fim de evitar problemas nesta frente, existem medidas que as empresas podem adotar para garantir uma boa ergonomia no trabalho. 

Para organizações com equipes trabalhando presencialmente, a dica é colocar os técnicos de Saúde e Segurança para andar! Isso mesmo: andar pela companhia com o objetivo de identificar falhas ergonômicas. 

Vale lembrar que de nada adianta identificar os problemas e não investir. Para ajudá-lo ainda mais nessa missão, listamos algumas boas práticas que podem ser adotadas:

  1. Investimento em mobiliário adequado

Cadeiras de qualidade, mesas na altura correta, apoios de pulso para teclados e mouses. Esses são exemplos que podem ser aplicados no dia a dia; 

  1. Cumprimento das instruções de pausas

Parar por alguns minutos e periodicamente pode ser determinante. Essa atitude ameniza o esforço repetitivo em uma determinada atividade; 

  1. Implementação da ginástica laboral

O alongamento ajuda o corpo a se preparar para o que vem por aí e, quando realizado no período de trabalho, ajuda a relaxar as articulações; 

  1. Oferta de benefícios que incentivem o exercício físico

Atualmente, é bastante comum que as empresas tenham convênios com academias. Essa é uma excelente forma de incentivar que os colaboradores tenham uma vida mais saudável; 

  1. Adoção de programas de saúde mental

Disponibilizar ferramentas de cuidado com a saúde emocional para os colaboradores é outra medida importante. Entre as formas de fazer isso, destacam-se criar rodas de conversas e colocar atendimento psicológico à disposição das equipes.

Essas são apenas algumas ideias de contribuição das empresas para ergonomia do funcionário. 

Ainda assim, vale dizer que essa deve ser uma responsabilidade compartilhada. Ou seja, também cabe aos colaboradores seguirem as recomendações e aproveitarem as ferramentas disponibilizadas. 

Ergonomia no home office

A responsabilidade de zelar pela ergonomia no trabalho é ainda mais compartilhada entre as partes na medida em que o home office se popularizou no Brasil com a chegada da pandemia. 

Em um país onde quase não se falava sobre trabalho remoto, a crise sanitária veio como um ponta pé. De repente, 46% das empresas brasileiras adotaram o home office como saída para manter suas operações.

Além de continuar adotando as medidas já mencionadas acima, é recomendável que a empresa também forneça os itens necessários, tais como computador e apoios de pulso para uso de mouse e teclado. 

Outro ponto importante é fazer um trabalho de conscientização junto aos colaboradores, para que eles entendam a importância da ergonomia no trabalho e como praticá-la da forma correta.

Abaixo, listamos algumas dicas que podem ser passadas adiante a fim de cumprir com este propósito:

  • Nada de trabalhar na cama ou no sofá! O ideal é trabalhar sentado e em uma cadeira que permita um ângulo de 90º para os joelhos e quadris. Já a altura da mesa precisa estar alinhada à altura do profissional; 
  • Verifique a posição da cadeira e se ela possui encosto para costas, cotovelos e pescoço. Regule e altura desses encostos – essa atitude contribui muito para a ergonomia no trabalho;
  • Busque trabalhar em ambientes que estejam bem iluminados e arejados. Assim, você garante o conforto dos seus olhos e o conforto térmico; 
  • Faça pausas e alongamentos com frequência (se possível, a cada 2 horas de trabalho).

Nada muito complicado, certo? Todas essas medidas podem ser colocadas em prática tranquilamente, trazendo benefícios enormes para a saúde e o bem-estar. 

No fim das contas, todos os cuidados listados acima são sinônimos de prevenção contra doenças ocupacionais e em maior produtividade nas atividades, podendo até mesmo melhorar o clima organizacional. 

Outro fator positivo é a redução na quantidade de faltas. O absenteísmo, como é chamado, cai drasticamente quando a qualidade de vida e o bem-estar são promovidos da forma correta no ambiente corporativo.

Esperamos que este conteúdo tenha sido útil para você. Para ter acesso a artigos similares, não vá embora antes de assinar a nossa Newsletter!

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